Tudo sobre as causas e diagnóstico da demência

A demência é um distúrbio orgânico que provoca grandes perdas nas funções cerebrais. Ela é caracterizada por um conjunto de sintomas que afetam diretamente a qualidade de vida da pessoa, levando a problemas de memória, aprendizagem e raciocínio.

Além disso, essa alteração compromete a linguagem, o comportamento e altera a personalidade do paciente. A demência pode se apresentar como uma doença em si ou como sintoma subjacente a outras alterações na saúde, como as provocadas pelo consumo de alimentos com agrotóxicos, de drogas ilícitas e álcool.

Neste artigo vamos comentar sobre as principais causas e tipos de demência, bem como o diagnóstico e tratamento da doença. Continue lendo para saber mais!

Causas da demência

Em geral, a demência se manifesta como uma doença específica do cérebro. A causa exata é desconhecida, mas acredita-se que dois neurotransmissores, como a dopamina e o acetilcolina podem estar envolvidos.

Além disso, ela pode ser provocada por diversos problemas de saúde que incluem alterações comportamentais, características dessa disfunção e nesses casos, o diagnóstico diferencial é fundamental, pois elas podem ser tratadas e proporcionar uma vida normal ao paciente.

A demência pode ser causada ainda por alguns tipos de medicamentos, como os que tratam da urgência em urinar, entre outros que alteram a capacidade cognitiva. Da mesma forma, a grande quantidade de remédios que uma pessoa ingere quando faz diversos tratamentos ao mesmo tempo, pode causar sérios danos à memória por causa da interação medicamentosa.

Tipos de demência

As demências podem ser classificadas em dois grandes grupos: as consideradas reversíveis e as irreversíveis. As primeiras são as que causam danos ao cérebro, mas podem ter os seus sintomas revertidos, como nos casos de tumores cerebrais, hidrocefalia normotensiva e deficiência de vitamina B12, entre outras.

Já as demências irreversíveis, são chamadas degenerativas, pois só progridem, como no caso do Alzheimer, cujos danos causados ao cérebro não podem ser interrompidos ou revertidos. Há também outras doenças com o mesmo nível de gravidade e sintomas semelhantes. Veja a seguir as principais doenças que causam a demência.

Alzheimer

No início, a Doença de Alzheimer, apresenta um declínio das funções cerebrais de forma lenta e gradual. Por isso, é comum que os seus sintomas sejam confundidos com o processo de envelhecimento natural. Isso tende a adiar a busca por uma orientação profissional, fazendo com que a doença seja diagnosticada quando já se encontra em estágio avançado.

Demência por corpos de Lewy

Essa doença tem sintomas semelhantes aos do Alzheimer e a sua incidência é a segunda maior causa de demências. Trata-se de pequenos grupos de proteínas, conhecidas como corpos de Lewy que se formam no interior do cérebro e comprometem regiões responsáveis por funções como memória, movimento e pensamento.

A doença surge com o avanço da idade, sendo mais comum ocorrer após os 60 anos, e provoca sintomas como dificuldade para se concentrar, alucinações, perda de memória progressiva, rigidez muscular e tremores.

Doença de Huntington

Essa é uma doença rara e hereditária, que começa com espasmos ou abalos eventuais e com o tempo evolui para movimentos involuntários mais evidentes (coreia e atetose), deterioração mental (afetando o autocontrole e a memória) e a morte.

Esclerose múltipla

Trata-se de uma doença neurológica inflamatória crônica, com fundo autoimune, no qual o sistema de defesa ataca o próprio organismo e agride a bainha de mielina que recobre os neurônios, comprometendo as funções do sistema nervoso central.

A Esclerose Múltipla afeta principalmente jovens do sexo feminino, entre 20 e 40 anos. Essa doença pode se apresentar por diferentes sintomas, como fraqueza muscular, fadiga intensa, depressão, dores articulares, alteração do equilíbrio e da coordenação motora, disfunção da bexiga e dos intestinos.

Demência vascular

Essa doença resulta de grandes derrames ou diversos pequenos acidentes vasculares cerebrais (AVCs) que causam a perda da função mental devido à destruição dos tecidos do cérebro, pois o suprimento de sangue fica reduzido ou bloqueado.

Fatores de risco

Vários são os fatores que podem levar à demência. Alguns, como idade, histórico familiar e síndrome de Down, mas a boa notícia é que alguns podem ser prevenidos.

Idade

À medida que uma pessoa envelhece e especialmente após os 65 anos, há um maior risco de ser afetado pela demência. Entretanto, a doença não é parte integrante do envelhecimento, já que ela pode ocorrer também em pessoas mais jovens.

Histórico familiar

Embora uma pessoa com histórico familiar de demência, tenha maior propensão para desenvolvê-la, isso não representa uma regra, já que há casos de pacientes que não desenvolveram a doença. Por isso, é levado em consideração o estilo de vida que a pessoa adotou durante sua vida.

Síndrome de Down

As pessoas com síndrome de Down apresentam maior probabilidade para o desenvolvimento dos sintomas da demência. Em geral, isso ocorre na meia-idade quando o organismo fica mais suscetível.

Fatores que podem ser prevenidos

Há, ainda, outros fatores de risco e que podem ser prevenidos, como:

  • abuso de bebidas alcoólicas;
  • altos níveis de estrogênio;
  • aterosclerose;
  • colesterol elevado;
  • depressão;
  • diabetes;
  • hipertensão;
  • níveis alterados de homocisteína (aminoácido presente no sangue);
  • obesidade;
  • tabagismo.

Principais sintomas da demência

Os sintomas podem variar, dependo da causa da demência. Os principais envolvem dificuldades físicas e psicológicas, bem como mudanças comportamentais, como:

  • agitação;
  • alterações na personalidade;
  • alucinações;
  • dificuldades na comunicação;
  • coordenação motora;
  • falta de concentração;
  • inaptidão para atividades complexas;
  • comportamento inadequado;
  • desorientação espacial;
  • paranoia;
  • perda da memória;
  • dificuldade para atividades de planejamento e organização.

Diagnóstico e tratamento

Embora muitas pessoas confundam a demência com o Alzheimer ou com o envelhecimento natural, é importante observar que nem sempre essas alterações estão associadas. Para identificar a doença os médicos utilizam diversos exames de imagens e laboratoriais a fim de determinar se os sintomas combinam com critérios estabelecidos e excluir outras possíveis causas.

Para tanto, são feitas avaliações de exames de sangue e de urina visando identificar possíveis alterações, como:

  • anemia;
  • deficiência de vitamina B12;
  • equilíbrio de eletrólitos (sal e água);
  • função da tireoide;
  • função hepática;
  • infeção;
  • interações medicamentosas e problemas de dosagem.

Além desses exames é feita uma avaliação do estado mental incluindo o aspecto cognitivo. O exame neuropsicológico também é analisado e envolve diversos instrumentos psicométricos muito sensíveis, realizados por um neuropsicólogo, que é um psicólogo especialista na avaliação da demência e de outras perturbações neurológicas.

Exame Radiológico e de imagens

Em geral, são solicitados raios-X standard e para as pessoas que fumam, um específico do tórax para descartar a hipótese de câncer no pulmão, que pode causar um tumor cerebral secundário.

Nos exames de imagens podem ser utilizadas várias técnicas para identificar as alterações cerebrais e afastar possíveis problemas como tumor, acidente vascular cerebral (AVC), zonas mortas do tecido cerebral e hidrocefalia. Estas técnicas incluem:

  • tomografia axial computorizada (TAC) — vários raios-X de diferentes ângulos do cérebro;
  • ressonância magnética (RM) — produz imagens tridimensionais nítidas do cérebro, permitindo identificar o tipo de demência e excluir as causas tratáveis da doença;
  • tomografia por emissão de positrões (PET) — fornece imagens da atividade cerebral;
  • tomografia computadorizada por emissão de fóton único (SPECT) — mede o fluxo sanguíneo nas várias regiões do cérebro.

Como vimos, as causas da demência podem ser diversas e a busca por um diagnóstico precoce e preciso é fundamental para a melhoria da qualidade de vida do paciente. Nesse sentido, a Clínica Integrative pode ajudar a diagnosticar essa doença, por meio de uma abordagem que analisa e trata a pessoa como um todo.

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